Depois de uma maratona de textos na primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, os candidatos enfrentam as provas de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias e de Matemática e Suas Tecnologias no próximo domingo (10). Ao todo, serão 90 questões abordando matemática, química, física e biologia.

Assim como no primeiro dia, uma das maiores dificuldades no Enem é administrar o tempo. Considerando a meia hora necessária para completar o gabarito, o conselho dos professores é que a resolução de cada pergunta deve levar em média três minutos. Por isso, quanto mais afiados estão os conceitos e fórmulas, mais chances o estudante tem de conseguir resolver tudo o que é pedido.

“Além do tempo gasto em cada questão, os participantes devem ficar muito atentos à revisão das contas”, indica o coordenador do Grupo Etapa, Marcelo Dias Carvalho. Ele explica que o conteúdo do segundo dia de provas, mesmo que trate de disciplinas bem diferentes, também é bem contextualizado e apresentado, muitas vezes, em situações do dia a dia.

O professor de física Rafael Vilaça, da plataforma Descomplica, concorda. “A prova ainda tem um teor textual, mas não se compara com o primeiro domingo. Nesta segunda etapa, a prioridade [dos textos nas perguntas], principalmente nas ciências da natureza, é conectar com o cotidiano.”

Para a parte mais puramente matemática da prova, não tem jeito: o estudante precisa saber as fórmulas. Existem mnemônicos que podem ajudar a decorá-las, mas o melhor jeito de ter tudo fresco na cabeça, aconselha Vilaça, é fazer listas de exercícios para cada uma delas. “Eles não precisam ser complexos, só repetitivos para que o estudante decore as fórmulas.”

Matemática

Como 45 questões são dedicadas exclusivamente à matemática, o exame consegue abordar uma grande quantidade de conteúdos. “Tem muita porcentagem, estatística e geometria”, enumera Carvalho. Além disso, muitas questões pedem regra de três, razão e proporção, juros, análise combinatória e probabilidade.

Pode parecer muita coisa, mas o mais importante, garante Vilaça, é estar com a matemática básica e a lógica bem treinadas. “Dá para fazer uma boa prova de matemática sem saber grandes fórmulas. Pelo menos metade das questões o aluno consegue fazer usando bom raciocínio e boa matemática básica”, diz Vilaça.

Para os docentes, as questões que envolvem probabilidade e análise combinatória tendem a ser as que os candidatos têm maior dificuldade, já que dependem muito de uma interpretação lógica mais cuidadosa.

Confira abaixo as fórmulas matemáticas que precisam estar bem decoradas:

Imagem: Reprodução

Física

A prova de física pede conteúdos que, na sua maioria, se traduzem facilmente em conceitos cotidianos e menos abstratos, como mecânica, energia, potência, acústica e ótica. “Em física, o Enem não tem trazido nada muito complexo em termos de fórmulas, então o aluno pode se tranquilizar quanto a isso”, garante Vilaça.

Segundo o professor do Descomplica, os alunos tendem a achar mais difíceis as questões que trazem gráficos. Mas estas, diz, tendem a ser mais interpretativas. “Em pelo menos uma, o estudante não vai precisar saber algo muito profundo [em termos de teoria] para conseguir responder”, afirma.

O conselho é conduzir a prova com calma e tentar não se assustar com questões que pareçam complexas demais e podem, na verdade, ser resolvidas prestando atenção à interpretação das informações contidas no enunciado.

Confira abaixo as fórmulas mais importantes para resolver as questões de física:

Imagem: Reprodução

Química

Carvalho conta que, nos últimos anos, as questões de química do Enem têm sido menos características ao exame e se aproximado muito daquelas de vestibulares como a Fuvest.

Na avaliação do docente, os candidatos encontram maiores dificuldades em questões que exigem minúcias dos conceitos da química ou que pedem que seja traçada a relação entre aspectos diferentes —como combinar geometria molecular e funções orgânicas em uma só pergunta. “Isso dá trabalho e ele não tem tanto tempo para analisar com mais calma”, afirma.

Em química, os tópicos mais abordados são eletroquímica, estequiometria, termoquímica, funções orgânicas e a química do meio ambiente —ou seja, de que forma elementos químicos interagem com a natureza e que fenômenos acontecem devido a estas interações. Desse último ponto fazem parte fenômenos como chuva ácida, aquecimento global e destruição da camada de ozônio.

Biologia

A sessão de biologia vai exigir uma boa capacidade do aluno em fazer correlações dentro de diferentes temas. “A prova de biologia não só é contextualizada, mas às vezes tem também a necessidade do aluno fazer interrelações dentro da questão”, diz o coordenador do Etapa. É possível que as questões exijam, por exemplo, que o candidato trace associações entre tabela e figuras.

Os principais temas exigidos, segundo Carvalho, são botânica, ecologia e genética, e as maiores dificuldades normalmente estão nas perguntas que se baseiam em interdisciplinaridades. É o que pode acontecer em questões relacionadas ao meio ambiente e impactos ambientais e ciclos biogeoquímicos, por exemplo. “É uma prova inteligente, que cobra bastante do aluno”, opina o docente.

Fonte Oficial: UOL Educação.

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