Estudantes, professores e entidades sindicais levam às ruas, em várias cidades do país, críticas aos cortes na educação e ao programa federal Future-se, que quer financiar parte do ensino nas universidades públicas e regulamentar a gestão das instituições com participações de OSs (Organizações Sociais).

O ato, que acontece desde a manhã de hoje, foi convocado pela UNE (União Nacional dos Estudantes). Já houve registro de manifestações ao menos nas capitais Salvador, Maceió, Fortaleza, Teresina, Belém e Palmas.

Em Salvador, manifestantes usaram máscaras com o rosto do presidente Jair Bolsonaro e seguraram tesoura e lápis gigantes em forma de armas para criticar as mudanças na educação. O grupo saiu da praça do Campo Grande usando faixas, cartazes e bandeiras. “Nossa arma é a educação, Bolsonaro! Tira a tesoura da mão e investe na educação”, gritaram manifestantes.

Em Maceió, apesar da chuva, centenas de pessoas saíram a pé do Cepa (Centro Educacional de Pesquisa Aplicada), localizado no bairro do Farol, e ocuparam a avenida Fernandes Lima, principal via pública da cidade, em direção ao centro da capital alagoana. A caminhada causou congestionamentos, mas sem registro de tumultos.

Em Fortaleza, manifestantes se concentraram na praça da Gentilândia, no bairro Benfica, com cartazes satirizando os cortes da educação e o sistema de cotas, que é criticado pelo atual governo federal.

“Só não passei porque um negro roubou minha vaga”, dizia outro cartaz usando a imagem da boneca Barbie.

Três atos simultâneos contra as mudanças na educação e reforma da Previdência ocorreram em Teresina. Manifestantes se reuniram em frente ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em frente ao colégio Liceu Piauiense e à praça da Bandeira, usando faixas, cartazes e bandeiras. Os atos se uniram por volta das 11h30, na praça da Liberdade, onde foram encerrados.

De acordo com a Adufpi (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí), uma as entidades que participaram da manifestação, está em situação crítica depois dos cortes de verbas federais feitos pelo governo Bolsonaro. Os professores afirmam que os recursos para pesquisas e funcionamento da universidade só cobrem os custos até o mês de setembro. Para a associação, o Future-se é uma “forma de privatização do ensino público” e os estudantes carentes é quem vão ser prejudicados. blockquote class=”twitter-tweet”>

Em Teresina (PI) mais de mil pessoas saíram em passeata do prédio do INSS pelo centro comercial até praça da Liberdade.

Em Belém, também houve críticas ao Future-se durante protesto realizado na praça da República, região central. Um dos cartazes indagava qual era o alvo do programa: “Future-se para quem?”.

Outras cidades

Na cidade de Conde (PB), na região metropolitana, grupo de mulheres realizam a Marcha Estadual das Margaridas da Paraíba, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com caminhada com destino à capital, para se unir ao protesto dos estudantes marcado para ocorrer a partir das 14h, em frente ao colégio Lyceu Paraibano. Elas estão percorrendo 22 km a pé.

Em Porto Seguro (BA), índios das etnias Pataxó e Tupinambá se uniram aos estudantes no protesto contra dos cortes da educação. Durante o ato, os índios usaram chocalhos e dançaram cantando músicas típicas da etnia.

Em Caruaru (PE), manifestantes gritaram “Lula Livre” durante protesto realizado no centro da cidade. Eles usaram cartazes e faixas com frases criticando o Future-se e a reforma da Previdência. Em Gravatá (PE), também no agreste pernambucano, ocorreu ato pela educação e contra a reforma da Previdência.

Em Pacatuba (CE), estudantes da Escola Indígena Ita-Ara gravaram um vídeo falando que o tema da aula de hoje é a “luta pela educação.”

Até agora, a Polícia Militar não divulgou estimativa de nenhum dos públicos dos protestos nas capitais citadas.

Fonte Oficial: UOL Educação.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do Melhores Escolas.

Comentários