Setembro é um mês de muitas causas. Além do Setembro Amarelo, que alerta para a importância da valorização da vida e da prevenção ao suicídio e à doenças mentais, o mês também marca a valorização da cultura surda e as diferentes aplicações da linguagem de sinais na sociedade, no chamado Setembro Azul.

Para valorizar essa tão importante data, uma série de museus estaduais, como a Casa das Rosas, a Casa Guilherme de Almeida e a Casa Mário de Andrade  – todos com meia-entrada para professores da rede pública – têm uma programação gratuita e acessível para debater e refletir sobre essa condição.

As atividades acontecem nos dias 26, 27 e 28 de setembro e contam com traduções Português-Libras e Libras-Português. Para participar, é preciso se inscrever pelo site dos museus (links em Serviço) ou na recepção de cada um deles.

Na quinta-feira, 26 de setembro – Dia da Nacional do Surdo – das 19h às 21h, a Casa das Rosas convida para o II Colóquio Libras Literária. A relação entre o ensino de português como segundo idioma e o aprendizado em Libras, bem como o protagonismo do surdo,compõem debate e reflexão acerca dos desafios da criação poética em Libras.

O II Colóquio conta com a participação de Anelcina Augusta Trigueiro, professora orientadora da Sala de leitura da Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) Helen Keller; Fábio de Sá, poeta surdo que falará da própria pesquisa em torno da poesia dentro do conceito Visual Vernacular e da experiência artística; e de João Victor Torres Rocco, estudante surdo da EMEBS Helen Keller que irá compartilhar o interesse em ler e produzir textos.

Em 27 de setembro, sexta-feira, a partir das 15h, a Casa Mário de Andrade oferece a palestra Libras e Língua Portuguesa em contraste: aspectos linguísticos, a ser apresentada por Rafael Veloso, mediador cultural e professor interlocutor de libras na rede pública de ensino.

Também educador da Casa Guilherme de Almeida, Veloso apresentará as características da língua de sinais brasileira, considerando os aspectos de sua fonologia, morfologia e sintaxe, mostrando os contrastes com a língua portuguesa. As dificuldades de aprendizagem da Libras por ouvintes, dificuldades da aprendizagem da língua portuguesa por surdos e aspectos tradutórios também serão discutidos.

Em 28 de setembro, sábado, das 14h às 18h, a Casa Guilherme de Almeida promove a oficina Acessibilidade em surdez para quem pretende se comunicar com pessoas surdas. O público conhecerá questões relacionadas à comunidade, cultura e identidade surdas, além da história da Libras, com Rose Santos, tradutora de Libras ouvinte. A parte prática da atividade fica por conta do professor surdo Eduardo Sabanovaite, que aplicará exercícios com alguns sinais de números, de vocabulário básico e de saudações para uma comunicação possível entre surdos e ouvintes.

Fonte Oficial: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

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